
Caiu. Simples assim. A obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão caiu.
Talvez a faculdade de jornalismo precise, sim, ser repensada. Mas ao votarem pela não exigência de qualquer diploma que seja ou um mínimo de embasamento teórico que fosse, os ministros do STF deram um duro golpe na comunicação do país. Qualquer pessoa pode escrever, é verdade. Mas o jornalismo vai além. Tem como sua leal missão servir a sociedade. E é na faculdade que o estudante vai ser questionado sobre o lugar comum. Por que isso é assim? Por que não daquele jeito? Jornalismo não é apenas escrever informações e diagramá-las em uma folha barata. Como havia dito, vai além. É enxergar aonde muitos não vêem. Ou não querem ver. É ter, semanalmente, discussões acaloradas sobre ética, por exemplo.
Mas caráter, ética, vem da pessoa, diria você. E eu concordaria. Mas isso vale para qualquer profissão. Em uma faculdade de jornalismo, com um bom material humano, os conceitos morais apenas se lapidam com ainda mais força, de forma concomitante às técnicas de como apurar informações com qualidade e informá-las à população. Mais: questioná-las. Mais ainda: fazer você questioná-las também . Quando desconhecemos o assunto, entrevistamos quem saiba. Precisão e imparcialidade. Esses são os nossos lemas.
Não pense você que eu esteja colocando o jornalista em um patamar acima de reles mortais. Não estou. Mas somos nós as pessoas que estudaram para poder transmitir a você, leitor, a informação mais precisa possível. Permitir, agora, que qualquer um o faça é um desleixo que exibe a falta de compreensão do que realmente é o jornalismo.
Como um mero estudante decepcionado com a decisão, apenas penso: espero não ter que um dia dizer “caiu também” quando o assunto for a qualidade da informação.

ado em um livro medíocre.

